Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo

– CAU/SP
– 2a. Conferência Estadual  (25/11/2015)
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http://www.causp.gov.br/?p=21652&nggpage=3

Mesa dedicada ao tema: Honorários Profissionais
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Tabela de Honorários do CAU/BR somente vai ganhar adesão da sociedade através do esforço dos profissionais para educar seus clientes a aceitarem e adotarem o preço definido pela categoria.
Essa foi uma das mensagens difundidas pelos integrantes da Mesa dedicada ao tema durante a 2ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas do CAU/SP, no primeiro dia do evento (25/11).
Mediada pelo presidente Gilberto Belleza, contou com a participação de Francine Sakata (representante da Abap), Tércia Almeida de Oliveira (Abea), Roberto de Castro Mello (AsBEA) e Robertto Freitas (IAB-SP).
“Como educar o nosso contratante? A Tabela existe, mas a utilização e o reconhecimento dela são um processo, tanto dos profissionais quanto dos contratantes, em cada nicho, em cada setor”, avaliou Robertto Freitas, do Instituto de Arquitetos do Brasil.
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“O custo da tabela é uma referência para você bater com o seu [custo], para você saber se está abaixo ou acima do custo da categoria. E é muito bom que isso seja levado ao cliente e que seja apresentado: ‘a minha categoria recomenda que eu cobre esse valor’”, afirmou Francine Sakata, da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas. “E que é bom que você não cobre abaixo dele”.
Confira o curso sobre o uso da Tabela de Honorários do CAU/BR
Durante o debate, alguns profissionais participantes da Conferência apontaram dificuldade de alinhamento entre os preços gerados pela Tabela e a realidade de mercado no interior paulista.
Na Mesa, a orientação aos profissionais foi no sentido de adaptarem os preços de referência, obtidos através da ferramenta, à realidade da própria região.
Profissionais e contratantes ainda desconhecem a ferramenta
Vencer a barreira do desconhecimento entre profissionais e contratantes a respeito da Tabela foi uma das dificuldades apresentadas.
“Devemos cada vez mais divulgar o documento e desmistificar uma ideia inicial de que seria um documento muito extenso, difícil de calcular”, afirmou Castro Mello, da AsBEA.

“Faz parte dessa discussão sobre os honorários a atuação das entidades para continuar construindo e fortalecendo a cultura de valorização do projeto, do planejamento, o que vai se refletir de fato nessa formalização dos honorários”, disse Robertto Freitas, do IAB.

Além das barreiras culturais, os debatedores mencionaram outros obstáculos para adoção mais ampla da Tabela. O CAU tem feito esforços para difundir e justificar o uso dessa ferramenta entre os tribunais de contas e outras instâncias públicas. Parte do poder público, porém, mostra resistência a adotar uma metodologia que pode resultar em valores acima do preço mínimo.
Feedback dos profissionais é fundamental para aperfeiçoar ferramenta
A representante da Abea, Tércia Almeida, salientou o crescimento do interesse no meio acadêmico pela Tabela de Honorários, principalmente em cursos de pós-graduação focados no gerenciamento de projetos.
E como lembrado por Castro Mello, o CAU/BR tem feito novos esforços para aperfeiçoar a ferramenta.
“Já se constatou que [a Tabela] precisa ser ajustada, e esse ajuste tem que ser feito periodicamente e permanentemente”, afirmou.
O representante da AsBEA exortou os profissionais a contatarem os respectivos Conselhos estaduais e municiarem as autarquias com as informações necessárias para aprimorar a metodologia de cálculo.
“O feedback dos profissionais (…) é que vai poder permitir ao CAU e à sua equipe a aferição e os ajustes de sintonia fina desse documento”, afirmou.

Publicado em 27/11/2015  (em http://www.causp.gov.br/?p=21692 )
Epaminondas Neto, de São Paulo/SP

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